O ÚLTIMO ÔNIBUS é uma história sobre o amor e da força que ele nos dá em todos os momentos
Escrito por Ana Paula Santos
O ÚLTIMO ÔNIBUS é o novo filme dirigido por Gille MacKillon, com roteiro de Joe Ainsworth, que nos apresenta Tom Harper (interpretado por Timothy Spall), um senhor de 90 anos que acabou de ficar viúvo após um longo e feliz casamento de mais de 70 anos. Ele havia prometido a sua esposa que ambos voltariam para a cidade natal deles, Land’s End, no sul da Escócia, e decide cumprir a promessa do único jeito que ele considera correto, de ônibus. Morando agora no norte do país, ele simplesmente terá que atravessar os cerca de 1.350 km que separam os dois locais. Durante o trajeto, Tom vai refazer passos de sua vida, relembrar momentos felizes (e outros nem tanto) do seu casamento e conhecer pessoas que, mesmo de longe e sem conhecer a sua vida, irão ajudá-lo a cumprir com o plano.
É interessante observar também como a narrativa do filme dá uma atenção para as pessoas de fora, que estão nos ônibus ou nas cidades e encontram Tom em algum momento, e passam a fazer pequenos registros da passagem desse educado senhor que brinca com uma criança no ponto de ônibus ou enfrenta um homem bêbado para defender uma mulher muçulmana de assédio. Num país pequeno como a Escócia, ele se torna alguém a ser admirado e acompanhado, e encontrar com ele é motivo de alegria e vídeos para as redes sociais. Esses encontram falam dos gestos de gentileza, admiração e também de preconceito, desrespeito e violência, que vem de diversas camadas sociais. Na sua viagem, Tom encontra um país multicultural e muito conectado, como ele nunca tinha conhecido antes, e com as coisas boas e ruins que isso traz para todos a sua volta.
Cada vez que preciso escrever sobre algum filme, perco algumas horas pensando em como contar sobre ele de forma a manter o interesse de quem está lendo e, ao mesmo tempo, não entregar detalhes demais da obra. É sempre um exercício complexo, do qual ainda não estou totalmente familiarizada, mas sigo me esforçando, texto após texto. Esse trabalho está mais complexo hoje, pois pretendo falar de um filme que nos emocionou demais. Ele tem uma delicadeza técnica impressionante, lindos cenários e retrata a viagem final de uma longa estória de amor. É drama, mas, acima de tudo, é sobre amor e a força que ele nos dá dia após dia.
O ÚLTIMO ÔNIBUS é o novo filme dirigido por Gille MacKillon, com roteiro de Joe Ainsworth, que nos apresenta Tom Harper (interpretado por Timothy Spall), um senhor de 90 anos que acabou de ficar viúvo após um longo e feliz casamento de mais de 70 anos. Ele havia prometido a sua esposa que ambos voltariam para a cidade natal deles, Land’s End, no sul da Escócia, e decide cumprir a promessa do único jeito que ele considera correto, de ônibus. Morando agora no norte do país, ele simplesmente terá que atravessar os cerca de 1.350 km que separam os dois locais. Durante o trajeto, Tom vai refazer passos de sua vida, relembrar momentos felizes (e outros nem tanto) do seu casamento e conhecer pessoas que, mesmo de longe e sem conhecer a sua vida, irão ajudá-lo a cumprir com o plano.
Grandes estórias de amor não são novidade no cinema e provavelmente eu já mencionei isso em algum outro texto. Mas poucas vezes eu me emocionei tanto como durante esse filme. E muitos dos méritos são do ator principal, que construiu um personagem incrível, cuja nítida fragilidade se contrapõe com uma força interior de nos dar inveja. Aliado a isso, o roteiro vai nos entregando aos poucos a estória do casal, em flashbacks pontuais que mostram quem eles eram e o que tiveram que superar para permanecer juntos. A jornada de Tom é movida pelo poder da promessa feita ao grande amor de sua vida e a cada km rodado nas lindas estradas da Escócia e suas paisagens deslumbrantes essa promessa se renova e se fortalece ainda mais.
É interessante observar também como a narrativa do filme dá uma atenção para as pessoas de fora, que estão nos ônibus ou nas cidades e encontram Tom em algum momento, e passam a fazer pequenos registros da passagem desse educado senhor que brinca com uma criança no ponto de ônibus ou enfrenta um homem bêbado para defender uma mulher muçulmana de assédio. Num país pequeno como a Escócia, ele se torna alguém a ser admirado e acompanhado, e encontrar com ele é motivo de alegria e vídeos para as redes sociais. Esses encontram falam dos gestos de gentileza, admiração e também de preconceito, desrespeito e violência, que vem de diversas camadas sociais. Na sua viagem, Tom encontra um país multicultural e muito conectado, como ele nunca tinha conhecido antes, e com as coisas boas e ruins que isso traz para todos a sua volta.
Nesse road movie sob rodas de ônibus entendemos um pouco mais sobre a força e a perseverança que vem do amor e de como podemos ser melhores quando sabemos por que amamos quem amamos. Num mundo conectado e repleto de relações líquidas, às vezes precisamos parar para admirar (e nos emocionar) com enredos simples, mas repletos de verdades.
O filme O ÚLTIMO ÔNIBUS estreia nos cinemas dia 1° de junho, com distribuição da Pandora Filmes. Agradecemos a eles e a Sinny Assessoria pelo convite para a cabine de imprensa e pela confiança no nosso trabalho.


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