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Mostrando postagens de dezembro, 2022

TERRIFIER 2 renova o terror slasher, aproveitando com criatividade os maiores clichês do gênero, e nos entrega um vilão realmente assustador (mas também carismático)

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Escrito por Raphael Mussato Há quase cinco décadas, em 1974, Tobe Hooper concluía e lançava nos cinemas uma obra de terror disruptiva, que se debruçava num conjunto de elementos pouco comuns ao gênero até então; tínhamos um assassino sádico, que ocultava suas feições sob uma máscara confeccionada da pele das suas vítimas; havia o grupo de jovens despreocupados que, por um infortúnio ou irresponsabilidade, acabavam por cair nas garras deste vilão; o filme era repleto de cenas perturbadoras, cruentas e explícitas de torturas e assassinatos. Essa obra era “O Massacre da Serra Elétrica” e a ela é atribuído o mérito de inaugurar um novo subgênero do terror: o slasher. Nos anos – até mesmo nas décadas – que se seguiram, esse novo método audiovisual de se fazer terror foi muito explorado e caiu indelevelmente no gosto do público. Orbitando as premissas básicas inauguradas por Hooper, vimos nascerem obras que se consagraram no panteão de grandes clássicos do cinema de horror, tais como “Sexta-...

A MORTE HABITA À NOITE mostra a desolação e a solidão de pessoas perdidas em uma cidade grande fria e cinzenta

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O que dizer sobre o cinema produzido em Recife que já não tenha sido dito anteriormente? Falar de sua criatividade, inventividade, sua conexão com temas sociais importantes, a reflexão interior e exterior que essas produções motivam... tudo isso já é mais do que conhecido e se eu quiser comentar qualquer coisa a respeito, irei soar repetitiva. Então vamos focar no que interessa: novo filme brasileiro chegando nos cinemas, mais uma produção de Recife para nos encantar e emocionar. A MORTE HABITA À NOITE tem roteiro inspirado na obra de Charles Bukowski e transpira melancolia por todos os poros. Da solidão e desalento de uma cidade grande surge figuras igualmente solitárias e desalentadas, marginalizadas talvez, decadentes quem sabe. No centro da narrativa conhecemos Raul, escritor a beira dos 50 anos que mora com a esposa Ligia em um prédio velho e cinzento. Quase sem dinheiro, eles tomam vinho barato e se alimentam de comida requentada. Após um evento trágico que deixa Ligia particular...

O filme SOL aborda o tema da ausência paterna com sensibilidade e surpreende com atuação dos atores principais

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Por: Ana Paula Santos A ausência paterna é uma das mais tristes realidades brasileiras. Só em 2021, 53,9 mil crianças não tiveram o pai reconhecido na certidão de nascimento. Mas tão grave quanto a essa falta do nome nos documentos, é ter o nome, mas não a presença do pai. O filme SOL trata justamente dos efeitos da ausência paterna em um homem adulto que também é pai e está repetindo com a filha, embora inconscientemente, o ciclo de descaso e abandono que viveu em sua infância. Nesse trabalho nós acompanhamos Theo, um homem recém divorciado que está recebendo em casa a sua filha de 10 anos, a Duda. Faz cerca de um ano que eles não se vêm, e claramente existe uma distância afetiva entre eles. Ele até se esforça para interagir e construir diálogos bacanas com a menina, mas tudo o que consegue são palavras evasivas. Duda também não está nada confortável perto dessa figura tão pouco conhecida. E isso fica mais claro pelas roupas que ela usa, as blusas de manga comprida e a touca de lã são...