TERRIFIER 2 renova o terror slasher, aproveitando com criatividade os maiores clichês do gênero, e nos entrega um vilão realmente assustador (mas também carismático)
Escrito por Raphael Mussato Há quase cinco décadas, em 1974, Tobe Hooper concluía e lançava nos cinemas uma obra de terror disruptiva, que se debruçava num conjunto de elementos pouco comuns ao gênero até então; tínhamos um assassino sádico, que ocultava suas feições sob uma máscara confeccionada da pele das suas vítimas; havia o grupo de jovens despreocupados que, por um infortúnio ou irresponsabilidade, acabavam por cair nas garras deste vilão; o filme era repleto de cenas perturbadoras, cruentas e explícitas de torturas e assassinatos. Essa obra era “O Massacre da Serra Elétrica” e a ela é atribuído o mérito de inaugurar um novo subgênero do terror: o slasher. Nos anos – até mesmo nas décadas – que se seguiram, esse novo método audiovisual de se fazer terror foi muito explorado e caiu indelevelmente no gosto do público. Orbitando as premissas básicas inauguradas por Hooper, vimos nascerem obras que se consagraram no panteão de grandes clássicos do cinema de horror, tais como “Sexta-...