BEAU TEM MEDO mostra de maneira alegórica (mas ao mesmo tempo muito crua) como as mães podem ser cruéis e destrutivas
Escrito por Ana Paula Santos Relações familiares são, em sua essência, complexas e imperfeitas. Afinal, estamos falando de seres humanos convivendo e partilhando sonhos, medos e frustrações. Desde os seus primeiros curtas, quando ainda era estudante de cinema, Ari Aster já mostrava o quanto as relações e interações familiares podem ser negativas, tóxicas e assustadoras. Em seus trabalhos, o jovem diretor gosta de mostrar os perigos, dores e as consequências trágicas de relações familiares e afetivas disfuncionais e abusivas. Não seria diferente com o seu novo longa, onde acompanhamos um homem adulto e paranoico que precisa “apenas” visitar a mãe na casa onde ela mora. Escrito, dirigido e produzido pelo próprio Ari Aster e lançado pela querida A24, BEAU TEM MEDO ( Beau Is Afraid ) é de longe a obra mais complexa e grandiosa do diretor, que não economizou em nada, seja na parte técnica ou no desenvolvimento do roteiro. Bem longe do gênero terror, mas ainda inserido nesse universo, o film...