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Mostrando postagens de maio, 2023

O ÚLTIMO ÔNIBUS é uma história sobre o amor e da força que ele nos dá em todos os momentos

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Escrito por Ana Paula Santos Cada vez que preciso escrever sobre algum filme, perco algumas horas pensando em como contar sobre ele de forma a manter o interesse de quem está lendo e, ao mesmo tempo, não entregar detalhes demais da obra. É sempre um exercício complexo, do qual ainda não estou totalmente familiarizada, mas sigo me esforçando, texto após texto. Esse trabalho está mais complexo hoje, pois pretendo falar de um filme que nos emocionou demais. Ele tem uma delicadeza técnica impressionante, lindos cenários e retrata a viagem final de uma longa estória de amor. É drama, mas, acima de tudo, é sobre amor e a força que ele nos dá dia após dia.   O ÚLTIMO ÔNIBUS é o novo filme dirigido por Gille MacKillon , com roteiro de Joe Ainsworth , que nos apresenta Tom Harper (interpretado por Timothy Spall ), um senhor de 90 anos que acabou de ficar viúvo após um longo e feliz casamento de mais de 70 anos. Ele havia prometido a sua esposa que ambos voltariam para a cidade natal deles, ...

Mostra Retrospectiva Frank Capra estreia no CCBB-SP e discute a obra de um dos grandes nomes do cinema estadunidense. E entrevistamos Eduardo Reginato, um dos curadores.

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O Centro Cultural Banco do Brasil promove, pela primeira vez no Brasil, uma retrospectiva completa e dedicada exclusivamente à obra do cineasta ítalo-americano Frank Capra.  A mostra acontece em São Paulo de 17 de maio a 12 de junho e segue temporada no Rio de Janeiro de 21 de junho a 17 de julho.   Com curadoria de José de Aguiar e Eduardo Reginato ,  a  Mostra Frank Capra  exibirá 27 filmes do diretor - entre ficção e documentário. Segundo os curadores, a mostra pretende revelar as várias fases do cineasta, assim como situá-lo dentro da história do cinema americano, não só através das exibições dos filmes, muitos dos quais feitos durante a Grande Depressão, mas também promovendo discussões diretas com o público por meio de debate e masterclass presencial. Como um dos autores centrais da Era de Ouro de Hollywood, Capra discutiu questões muito caras aos Estados Unidos, como a Grande Depressão dos anos 1930, o otimismo em torno da política econômica do New Deal e a Segunda Guerra M...

Produção brasileira independente, o filme O MESTRE DA FUMAÇA é diferente de tudo o que você já viu. E mostra (mais uma vez) como o cinema do Brasil é inovador e criativo!

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Escrito por Ana Paula Santos Não é fácil fazer cinema no Brasil. Os motivos são variados e bem conhecidos daqueles que conhecem as nossas produções e frequentam as salas de cinema. Quando se fala em produzir um filme que esteja dentro de um determinado nicho, essa dificuldade pode ser ainda maior, seja na questão do desenvolvimento ou na distribuição. Quanto mais subnicho tem um filme, mais dificulta a exibição em algumas salas e mais difícil pode ser atrair o público. O filme que será tema desse texto tem não apenas um, mas dois temas distintos, abordados com muito humor, uma dose generosa de nostalgia, reflexões sobre família, integridade, coragem, lealdade e muita, mas MUITA fumaça. O MESTRE DA FUMAÇA é um filme 100% independente, todos os recursos financeiros vieram das economias dos dois diretores, André Sigwalt e Augusto Soares, que se empenharam durante cerca de 5 anos para viabilizar esse inusitado projeto que presta referência aos antigos filmes de kung fu e o mescla com a com...

O HOMEM CORDIAL escancara o racismo e a violência no Brasil, através do olhar privilegiado de um homem branco protegido em sua bolha social

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Escrito por Ana Paula Santos Em 1936, o sociólogo e historiador Sérgio Buarque de Holanda publicou o livro “Raízes do Brasil”, e em um capítulo nos trouxe o conceito de “homem cordial”, onde propõe uma interpretação do ser brasileiro. Tal conceito ainda é muito estudado e discutido nos dias de hoje, embora muitas vezes sua interpretação seja desviada do que apresentou o autor. CORDIAL vem do latim CORDIS e significa coração . Dentro disso, Sérgio Buarque diz que o brasileiro não pontua suas ações pela amabilidade ou bondade, mas pelo afeto. Para o sociólogo, o brasileiro é um sujeito passional, que age movido pelo afeto, priorizando os laços emotivos à frente da razão. A cordialidade, nesse contexto, vai se caracterizar pela tentativa de personalizar todas as interações sociais. E todo antagonismo será interpretado como ameaça e pode resultar em reações violentas. O diretor Iberê Carvalho (que também é sociólogo) utiliza o conceito de homem cordial para o roteiro de seu novo filme O HO...