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Mostrando postagens de julho, 2022

40 anos após o lançamento original, "Eu, Christiane F." volta aos cinemas e ainda impressiona

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Autora: Ana Paula Santos O tema das drogas já foi muito abordado no cinema, com produções que variam entre obras relevantes e algumas totalmente desnecessárias. O filme que vou comentar a seguir está na categoria de obras relevantes. EU, CHRISTIANE F. 13 ANOS, DROGADA E PROSTITUÍDA registra o drama pessoal de uma jovem garota que vivia na Berlim da segunda metade dos anos 70, e se tornou viciada em heroína. Dos 13 aos 15 anos, Christiane perambulou pelas ruas, boates e estações de metrô da cidade com o namorado e um grupo de amigos tentando conseguir dinheiro para sustentar o vício. A deterioração física e mental provocada pelo vício quase a levaram a morte. Mas ela sobreviveu e contou a sua história, que se tornou um livro. São alguns dos relatos do livro que assistimos na tela. O filme, dirigido por Uli Edel e lançado em 1981 na Europa, impressiona não por conter algum requinte cinematográfico (pelo contrário, essa parte é bem óbvia e careta), mas pelo que é contado na tela. A hist...

ÚLTIMA CIDADE narra, com ares de distopia, a luta do povo brasileiro contra o apagamento histórico

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Autora: Ana Paula Santos O filme ÚLTIMA CIDADE, primeiro trabalho dirigido por Victor Furtado, se passa em um Nordeste árido e ríspido, um ambiente com ar de distopia, onde um homem em seu cavalo branco chamado Cruzeiro, está numa jornada para encontrar aqueles que lhe tiraram a terra e destruíram sua família. Ao seu lado, o andarilho Tahiel conta histórias de índios e de terras longínquas a muito tempo perdidas.  Tal qual um Dom Quixote pós apocalíptico, João, o nosso personagem (interpretado por Júlio Adrião) quer enfrentar um monstro que vai se materializar na tela não como um inofensivo moinho de vento, mas como frias e violentas construções urbanas de aço e vidro blindado. É o sistema que ele quer matar para ter a sua vingança. No caminho de João e Tahiel (Hector Briones) atravessam outros personagens que também foram excluídos pelo sistema e precisam se adaptar a outras (e duras) regras de sobrevivência.  Em um filme relativamente curto (tem apenas 70 minutos de duração)...

O filme GAROTA INFLAMÁVEL despreza qualquer tipo de papel social. E isso é incrível!

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Autora: Ana Paula Santos Desde que o mundo é mundo, cabe as mulheres o esforço para se enquadrar em regras, convenções e conceitos morais criados com o único objetivo de cercar e oprimir a personalidade feminina. O que acontece quando uma mulher decide viver uma única regra, mas que vai contra tudo o que a sociedade prega? O filme “Garota Inflamável”, dirigido pela cineasta alemã Elisa Mishto, narra o encontro de duas jovens mulheres que estão em extremos opostos da vida: Julie (Natalia Belitski) se recusa a fazer parte de qualquer coisa que pareça sociedade. Não tem amigos, não trabalha, não estuda, não faz nada além do que tem vontade (e ela não tem vontade de fazer nada). Seu dinheiro, vindo de uma herança dos pais, é administrado por um contador e ela só usa quando lhe convém. Agnes (Luisa-Celine Gaffron) é enfermeira em um hospital psiquiátrico. Casada e mãe de uma menina pequena, ela está sempre se esforçando para estar de acordo com os papeis sociais de mãe, esposa e profissiona...