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Mostrando postagens de outubro, 2022

A beleza do amor e a dor de uma psique dilacerada dão o tom no emocionante ESPERANDO BOJANGLES

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Escrito por Ana Paula Santos Existem diversas formas de se contar histórias de amor no cinema. Desde que o cinema existe, o amor já foi cantado, dançado, narrado, mostrado e ilustrado das mais diversas formas. Algumas deram certo, outras podem até não ser tão boas, mas quando se trata desse sentimento, nenhuma narrativa pode ser desprezada, principalmente quando ela transborda beleza e sinceridade. Inspirado no livro de mesmo nome (escrito por Olivier Bourdeaut e best seller na França), o filme ESPERANDO BOJANGLES, que estreia essa semana nos cinemas, nos prende a atenção desde os primeiros segundos, ao mostrar um grupo de ricaços à beira mar na Riviera Francesa em 1958. Logo conhecemos Georges (Romain Duris, de Uma Nova Amiga), um rapaz carismático que transita entre os grupos endinheirados contando histórias mirabolantes sobre a sua origem. É nesse lugar que ele conhece a deslumbrante Camille (Virginie Efira, de Benedetta) e se apaixona no mesmo instante. O que Camille tem de linda...

HALLOWEEN ENDS encerra trilogia de modo preguiçoso e anticlimático, se perdendo dentro da sua própria confusão

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Por Raphael Mussato De todas as grandes figuras do terror slasher, Michael Myers é de longe, o mais intrigante. Sua postura silenciosa, sua obsessão pela Laurie Strode, a frieza e aparente aleatoriedade dos seus crimes e a possível relação com um mal maior e inenarrável nos motivaram a acompanhar a sua trajetória desde 1978, quando o primeiro HALLOWEEN (subtítulo brasileiro A NOITE DO TERROR), dirigido por John Carpenter, chegou aos cinemas. Agora, 44 anos e doze filmes depois, temos a chance de assistir a parte final da nova trilogia HALLOWEEN dirigida por David Gordon Green e iniciada em 2018. Se no primeiro filme fomos positivamente surpreendidos com um enredo criativo, assustador e diferenciado, que explora muito bem o mistério em torno das motivações de Michael Myers e traz de volta Jamie Lee Curtis no seu icônico personagem (agora quase uma senhora) que a tempos se prepara - material e psicologicamente - para o confronto que ela sabe que está por vir. Na continuação de 2021 H...

Entrevista com os diretores do filme brasileiro ENQUANTO ESTAMOS AQUI

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Por Ana Paula Santos Faz alguns anos que acompanhamos o crescimento dos filmes produzidos em Minas Gerais. Obras como Ela Volta Na Quinta, No Coração do Mundo, Temporada e, mais recentemente, Marte Um, mostram a qualidade do audiovisual mineiro, repleto de referências únicas, mas que ao mesmo tempo conversam com todos os brasileiros. Está chegando aos cinemas brasileiros mais um filme dessa excelente safra. Trata-se de ENQUANTO ESTAMOS AQUI, dirigido por Clarissa Campolina e Luiz Pretti. A proposta do filme é narrar a história de amor entre dois imigrantes que vivem em Nova York por meio de uma linguagem diferente, que mistura imagens em movimento, imagens estáticas e narrações em off de textos e poemas, que nos situam sobre o estado emocional de cada um e do contexto onde estão inseridos. O resultado tem beleza, melancolia, e reflexões sobre amor, esperança e luta. Se num primeiro momento, podemos estranhar essa linguagem, não demora muito para sermos envolvidos por ela, e no...